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O conceito de TCO em viagens corporativas (Total Cost of Ownership ou Custo Total de Propriedade) significa que existem diversos custos ocultos que impactam o orçamento final. Isso vai desde o tempo gasto pelo colaborador no planejamento, passando pelas taxas de processamento de reembolsos, até a produtividade perdida durante o trajeto.

Por isso, compreender o TCO é o primeiro passo para uma gestão financeira estratégica e verdadeiramente eficiente. Ou seja: é fundamental entender que reduzir gastos não significa necessariamente viajar menos, mas sim viajar de forma mais inteligente. 

Assim, ao adotar uma gestão de despesas corporativas rigorosa e apoiada em tecnologia, as empresas conseguem identificar gargalos, eliminar desperdícios e otimizar cada etapa da jornada do viajante.

Neste artigo, exploraremos como calcular o custo real das suas operações e quais estratégias podem ser implementadas para reduzir o TCO sem comprometer a qualidade das viagens de negócios. Entenda onde podem estar os seus gargalos em custos de viagens corporativas com nossos especialistas!


O que é TCO e por que importa para viagens de negócios?

O TCO (Total Cost of Ownership), ou custo total de propriedade, é uma métrica financeira amplamente utilizada para calcular os custos diretos e indiretos associados à aquisição, operação e manutenção de um ativo ou processo ao longo de seu ciclo de vida.

Quando aplicamos o TCO (Total Cost of Ownership) ao universo empresarial, especificamente na gestão de viagens corporativas, o conceito vai além do valor pago por uma passagem aérea ou diária de hotel. Ele engloba absolutamente todos os recursos financeiros, operacionais e de tempo investidos para que um deslocamento a trabalho aconteça.

Aqui entra a diferença entre o custo direto e o custo indireto.

Os custos diretos são aqueles facilmente identificáveis na fatura do cartão corporativo: bilhetes aéreos, hospedagem, locação de veículos e alimentação. 

Já os custos indiretos representam as horas gastas pelo colaborador pesquisando voos, o tempo do gestor para aprovar a despesa, o esforço do departamento financeiro para realizar a conciliação bancária, as taxas de agência e o custo do retrabalho gerado por recibos perdidos.

Este contexto é fundamental para embasar a tomada de decisões de viagens, compliance e ROI de viagens corporativas. Gestores financeiros que analisam apenas os custos diretos tomam decisões baseadas em dados incompletos, muitas vezes escolhendo opções aparentemente mais baratas que, na prática, geram um custo operacional gigantesco.

O cálculo preciso do TCO permite avaliar se o retorno sobre o investimento da viagem justifica o esforço total empregado, além de garantir que as políticas de viagem e as regras de compliance de viagens estejam otimizadas para evitar desperdícios invisíveis.

Como calcular TCO para viagens corporativas: método passo a passo

Calcular o TCO para viagens corporativas exige a padronização da coleta de dados. O método inicia com a definição clara dos inputs necessários, mas, de modo geral, a fórmula simplificada para calcular o TCO de uma viagem é:

TCO = Custos Diretos (aquisição) + Custos Operacionais (processamento) + Custos de Inatividade (tempo não produtivo)

Vamos entender o passo a passo:

  1. Consolide os custos diretos: primeiro, some o custo de bilhetes, diárias, transporte, alimentação e despesas recorrentes pagas a fornecedores.
  2. Calcule o custo operacional de processamento: depois, multiplique o tempo médio gasto em reservas, aprovações, prestação de contas e auditoria financeira pelo valor da hora dos profissionais envolvidos.
  3. Mensure os custos de inatividade: na sequência, avalie as horas perdidas em trânsito ou em resolução de problemas durante a viagem e multiplique isso pelo valor da hora do viajante.
  4. Adicione custos de infraestrutura e tecnologia: e, por último, rateie o valor de licenças de software de gestão, contratos de TMCs (Travel Management Companies) e consultoria de viagens por viagem realizada.

Exemplo prático: calculando TCO de uma viagem corporativa

Primeiramente, vamos tratar os custos diretos e indiretos como custos visíveis e invisíveis, sendo que os custos invisíveis serão calculados com base no valor de hora de trabalho de R$100,00. 

Dito isso, vamos para o exemplo, imaginando um cenário em que um executivo de vendas viaja para fechar um contrato com duração de dois dias de São Paulo para o Rio de Janeiro.

Custos visíveis:

  • Passagem aérea: R$ 1.200,00
  • Hospedagem (1 diária): R$ 450,00
  • Transporte local (táxi/aplicativo): R$ 150,00
  • Alimentação: R$ 200,00
  • Fee de agência e taxas de tecnologia: R$ 80,00
  • Seguro viagem: R$ 20,00
  • Total visível: R$ 2.100,00

Custos invisíveis:

  • Tempo do viajante pesquisando e reservando (1 hora): R$ 100,00
  • Tempo do gestor aprovando e revisando (0,5 hora): R$ 50,00
  • Tempo do viajante preenchendo relatório de despesas manuais (1,5 horas): R$ 150,00
  • Tempo do financeiro auditando e conciliando (1 hora): R$ 100,00
  • Horas de trabalho perdidas em escalas longas escolhidas apenas pelo preço da passagem (3 horas): R$ 300,00
  • Total invisível: R$ 700,00

Ou seja, o custo real desta viagem corporativa não é R$ 2.100,00, mas sim R$ 2.800,00. O custo indireto representa um acréscimo de 33% sobre o valor planejado, evidenciando que a economia de R$ 100,00 em uma passagem com conexões ruins pode gerar um prejuízo de R$ 300,00 em produtividade.

A introdução de uma plataforma de gestão de viagens altera drasticamente este cenário. Com a automação, o tempo de reserva cai para 15 minutos, a prestação de contas ocorre em tempo real via OCR de recibos, e o financeiro concilia automaticamente. Os R$ 1.250,00 de custos operacionais e de inatividade são reduzidos em até 80%, baixando o TCO real para próximo de R$ 3.750,00 e garantindo um processo enxuto.

Conheça a plataforma da Paytrack para gestão de viagens corporativas e reduza seu TCO de forma automática!

Os custos estratégicos que o CFO não vê na fatura

A análise de custos tradicional dos CFOs, quando não acompanhada de uma plataforma para gestão de despesas em tempo real, tende a ignorar elementos estratégicos que impactam o balanço financeiro a longo prazo. 

Um exemplo disso é uma viagem comercial que não atinge seu objetivo comercial, ou um colaborador que já chega no destino exausto devido a conexões ruins, reduzindo suas chances de sucesso em negociações.

Além disso, outros fatores estratégicos devem ser considerados para garantir uma boa gestão são:

  • O impacto ESG (Environmental, Social, and Governance), pois viagens ineficientes geram emissões de carbono desnecessárias, exigindo compensações financeiras e afetando metas de sustentabilidade.
  • O impacto na experiência do colaborador, que afeta diretamente a retenção de talentos devido a processos de reembolso demorados e viagens desgastantes que geram insatisfação, aumentando o turnover e, consequentemente, os custos de recrutamento e treinamento.
  • E, por último, a exposição a riscos reputacionais e de segurança (Duty of Care), que pode resultar em passivos trabalhistas severos se o colaborador não for adequadamente assistido durante um imprevisto.

O papel das plataformas de gestão de viagens na redução do TCO

Uma plataforma de gestão de viagens é a solução ideal para evitar esses e outros desafios na gestão das despesas, pois atua como a espinha dorsal da eficiência de gastos. Ela unifica dados dispersos, permitindo que gestores visualizem o custo total de propriedade em dashboards em tempo real.

Além disso, ao automatizar a aplicação das políticas de viagem diretamente no momento da busca, a plataforma impede reservas fora do padrão, eliminando a necessidade de microgerenciamento. 

A consolidação do volume de compras facilita a negociação com fornecedores, enquanto a integração de ponta a ponta reduz erros de digitação e fraudes, derrubando os custos operacionais ocultos.

Como reduzir o TCO das viagens corporativas com tecnologia

A redução de custos de viagens corporativas começa por meio da tecnologia com a adoção de sistemas integrados de ponta a ponta. Isso acontece porque a tecnologia permite a implementação de diversas facilidades ao dia a dia da gestão de viagens, como:

  • Cartões corporativos virtuais, que eliminam o processo de adiantamento e reembolso;
  • Aplicativos móveis com tecnologia OCR, que permitem a captura de recibos no momento do gasto, extinguindo a perda de comprovantes;
  • Fluxos de aprovação baseados em inteligência artificial, que liberam viagens de baixo risco instantaneamente, poupando o tempo dos gestores. A análise preditiva ajuda a identificar padrões de gastos anômalos e oportunidades de otimização de rotas.

Conheça o primeiro agente de inteligência artificial para viagens corporativas e veja, na prática, como essa tecnologia pode reduzir seus custos e aumentar a sua eficiência:

Tenha visibilidade total dos custos de viagem com a Paytrack

Em suma, como vimos até aqui, a redução do custo real das viagens passa, inevitavelmente, por abandonar ferramentas fragmentadas e adotar uma solução unificada. Quanto mais automatizado for o fluxo de ponta a ponta, menor será o TCO real da viagem.

A Paytrack é a plataforma definitiva do mercado para dar visibilidade absoluta sobre os custos invisíveis que drenam o orçamento corporativo. Englobando todo o processo de ponta a ponta – do planejamento orçamentário e compra das passagens até a prestação de contas -, a plataforma elimina o retrabalho financeiro, zera as horas perdidas em atividades manuais e acaba com os atrasos na conciliação bancária.

Soluções parciais, que gerenciam apenas a reserva ou apenas o reembolso, são incapazes de capturar o cenário completo. Assim, ao integrar o planejamento, a reserva, a gestão de despesas e a prestação de contas em um único ecossistema, a Paytrack garante a máxima eficiência operacional e a verdadeira redução de custos corporativos.

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