Desde 8 de janeiro de 2025, brasileiros que viajam ao Reino Unido sem visto precisam de uma autorização eletrônica antes do embarque: o ETA.
Para quem cuida de viagens corporativas, a exigência vai além da burocracia. Pois ela cria uma taxa por viajante, um prazo extra no planejamento e um comprovante a mais para conciliar no financeiro.
Este guia explica o que é o ETA, quem precisa dele, quanto custa, como solicitar e o que muda para Travel Managers, COOs e colaboradores viajantes.
E se você quer ver como a Paytrack dá visibilidade a esses custos e centraliza o controle das viagens internacionais, conheça a solução de viagens corporativas e fale com um especialista.
O que é a Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) e quem precisa dela
O ETA (Electronic Travel Authorisation) é uma autorização digital vinculada ao passaporte do viajante. Ele não é um visto. É um pré-requisito para quem não precisa de visto para entrar no Reino Unido, como é o caso dos brasileiros em estadias curtas.
A regra vale para viagens de até 6 meses com os seguintes objetivos:
- Turismo e visita a familiares ou amigos
- Negócios de curta duração
- Estudos curtos
A autorização é válida para todo o Reino Unido: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Sendo assim, cada viajante precisa da sua própria autorização, inclusive crianças.
Vale reforçar um ponto para a operação: o ETA não garante a entrada no país. Porque a decisão final continua com o oficial de imigração, o que torna importante que o colaborador leve comprovantes de hospedagem, passagem de volta e o motivo da viagem.
Como solicitar o ETA para o Reino Unido: passo a passo, taxas e prazos
A solicitação é individual e 100% online, feita pelo aplicativo oficial UK ETA (iOS e Android) ou pelo site oficial do governo britânico. O processo é simples:
- Acesse apenas os canais oficiais. Sites de terceiros podem cobrar taxas extras.
- Tenha em mãos o passaporte que será usado na viagem.
- Preencha os dados pessoais, envie a foto e responda às perguntas de segurança.
- Pague a taxa com cartão de crédito ou débito internacional. Pix não é aceito.
- Aguarde a resposta por e-mail.
Custo, validade e prazo de aprovação
- Custo: o ETA custa £20 por pessoa, cerca de R$ 140. O valor subiu de £16 para £20 em abril de 2026, e vale confirmar o montante vigente no site oficial antes de pagar.
- Validade: 2 anos ou até o vencimento do passaporte, o que ocorrer primeiro. Durante esse período são permitidas múltiplas entradas, com permanência de até 6 meses por visita.
- Prazo: na maioria dos casos a resposta sai em minutos ou horas, mas pode levar até 3 dias úteis.
Se o colaborador trocar de passaporte, precisa solicitar um novo ETA, porque a autorização fica vinculada ao documento usado no pedido.
ETA vs. ETIAS: entenda as diferenças entre as autorizações europeias
A confusão é comum, porque as siglas são parecidas e os dois sistemas têm a mesma lógica de pré-autorização. A diferença está na abrangência:
- ETA: é exigido pelo Reino Unido, que não faz parte da União Europeia.
- ETIAS: é o Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem, que valerá para os países do Espaço Schengen. A taxa prevista é de €20, e o início da exigência estava previsto para o fim de 2026, mas sem data confirmada. Vale acompanhar os canais oficiais.
Na prática, uma viagem que combine Londres e Paris pode exigir duas autorizações diferentes, cada uma com sua taxa, seu prazo e seu comprovante.
Para o Travel Manager, isso significa incluir a checagem de documentos no roteiro de cada viagem internacional, e não apenas na emissão da passagem.
Outros países que exigem autorização eletrônica e os cuidados com compliance
O Reino Unido faz parte de uma tendência global de digitalização do controle de fronteiras. Estados Unidos (ESTA), Canadá (eTA), Austrália (ETA) e Nova Zelândia (NZeTA) já adotam modelos parecidos, e os Emirados Árabes Unidos também aparecem entre os destinos com exigências de autorização prévia.
Quem precisa de cada documento depende da nacionalidade do viajante e das regras vigentes em cada país.
Para a empresa, isso reforça uma boa prática de compliance e Duty of Care: manter um processo claro de verificação de requisitos de entrada antes de cada viagem internacional.
Um colaborador barrado no embarque por falta de autorização representa reunião perdida, custo de passagem desperdiçado e risco à reputação da empresa.
Na política de viagens corporativas, vale incluir:
- A lista de documentos e autorizações por destino;
- O prazo mínimo para solicitação;
- Quem paga a taxa e como ela é lançada;
- A responsabilidade pela conferência antes do embarque.
Os impactos do ETA no planejamento financeiro e nas viagens de última hora
Viagens de última hora com o ETA: como fazer?
Embora a aprovação costume ser rápida, o prazo de até 3 dias úteis exige que o gestor oriente os colaboradores com antecedência. Uma reunião marcada de um dia para o outro, com um viajante sem o ETA aprovado, pode terminar em embarque negado.
O ideal é que o ETA entre como etapa obrigatória do fluxo de aprovação de viagens internacionais, antes da emissão do bilhete.
Custos invisíveis relacionados ao ETA: quais são?
£20 por viajante parece pouco, mas o efeito se acumula. Uma equipe de 30 pessoas indo a um evento em Londres gera 30 taxas, 30 comprovantes e, muitas vezes, 30 reembolsos avulsos, pagos no cartão pessoal e lançados fora do padrão.
Quando essas taxas não são previstas, elas escapam do controle e distorcem o orçamento de viagens corporativas.
O mesmo raciocínio vale para a análise de TCO em viagens corporativas. O custo total de uma viagem internacional inclui passagem, hospedagem, seguro, taxas governamentais como o ETA, o tempo de quem solicita e aprova e o retrabalho de conciliação.
Ignorar essas taxas torna a comparação entre destinos e fornecedores menos precisa.
Conciliação e prestação de contas envolvendo o ETA
A taxa do ETA precisa entrar no fluxo de reembolso ou ser paga com um cartão corporativo da empresa. Nos dois casos, o comprovante precisa ser lançado corretamente para conciliação.
Quando o processo é manual, o recibo se perde, a despesa fica sem categoria e o financeiro gasta tempo ajustando o que poderia ter sido registrado na origem.
Mantenha o controle de custos e conformidade internacional com a Paytrack
A Paytrack ajuda a empresa a lidar com exigências como o ETA sem aumentar a carga operacional. Na prática, a plataforma permite:
- Pagar a taxa com cartão virtual: o colaborador usa um cartão virtual corporativo (VCN) com limite definido para o pagamento direto da autorização, sem usar o cartão pessoal e sem pedir reembolso depois. Saiba mais sobre o cartão corporativo da Paytrack.
- Registrar o comprovante na origem: o recibo é capturado no app, validado por OCR e vinculado ao centro de custo e à viagem correspondente.
- Integrar ao ERP: o lançamento segue automaticamente para o sistema contábil, sem digitação manual.
- Manter o gestor informado: solicitação, aprovação, reserva, despesas e prestação de contas ficam no mesmo ambiente, em uma gestão de viagens end-to-end.
- Dar visibilidade aos custos adicionais: com uma gestão integrada de viagens corporativas, taxas governamentais deixam de ser surpresa e passam a compor o orçamento de cada viagem.
Esses recursos fazem parte da plataforma de gestão de despesas corporativas da Paytrack. Para quem está avaliando uma solução, os critérios para escolher a gestão de despesas empresarial ajudam a verificar se a ferramenta cobre cenários como esse, com pagamento nativo, política parametrizável e integração com o ERP.
Quer garantir que as exigências de entrada em cada país não virem estouro de orçamento nem risco para o viajante? Fale com um especialista da Paytrack e veja a plataforma em funcionamento.


