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Equidade: o que é e qual sua importância nas empresas

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Alana Schmidt

Alana Schmidt

Especialista SEO que acredita sempre na qualidade de conteúdo. Foco em crescimento orgânico de empresas SaaS e entusiasta de tecnologia e IA.
equidade corporativa

Em um mundo cada vez mais consciente das desigualdades estruturais, falar sobre diversidade e inclusão nas empresas tornou-se essencial. No centro dessa conversa, um conceito se destaca como pilar para transformações reais: a equidade

Mas o que exatamente significa esse termo e por que ele é tão crucial para o sucesso e a sustentabilidade de um negócio?

Muitas vezes confundida com “igualdade”, a equidade vai além. Trata-se de uma abordagem mais justa e personalizada para garantir que todos tenham as mesmas chances de sucesso. Entender essa diferença é o primeiro passo para construir um ambiente de trabalho verdadeiramente inclusivo e inovador.

Neste artigo, vamos desvendar o que é equidade, sua diferença fundamental em relação à igualdade e como aplicá-la de forma prática para transformar a cultura e os resultados da sua empresa.

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O que é equidade? Definição simples e contexto brasileiro

De forma simples, equidade é o princípio de tratar as pessoas de maneira justa, reconhecendo que cada indivíduo parte de um ponto diferente e possui necessidades distintas

Em vez de oferecer a todos exatamente a mesma coisa (igualdade), a equidade busca fornecer a cada um os recursos e o suporte necessários para alcançarem as mesmas oportunidades.

No contexto do Brasil, marcado por profundas desigualdades históricas e estruturais, o conceito de equidade é ainda mais relevante. Vemos sua aplicação em importantes políticas públicas.

O Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, busca reduzir disparidades e investir mais onde a carência é maior. Da mesma forma, políticas de cotas em universidades visam corrigir desvantagens históricas, oferecendo a possibilidade de competição em pé de igualdade.

No ambiente corporativo, a lógica é a mesma: reconhecer que barreiras invisíveis podem impedir o desenvolvimento de certos talentos e agir intencionalmente para derrubá-las.

Equidade vs igualdade: diferenças, semelhanças e usos

A imagem clássica para explicar a diferença entre equidade e igualdade é a de três pessoas de alturas diferentes tentando assistir a um jogo por cima de um muro. Para explicar o conceito, veja o que seria feito em cada um deles.

  • Igualdade: seria dar a cada uma das pessoas um caixote do mesmo tamanho. O mais alto verá o jogo com facilidade, o de estatura mediana conseguirá ver, mas o mais baixo continuará sem visão. Perceba que todos receberam o mesmo recurso, mas o resultado não foi justo.
  • Equidade: neste caso, daríamos ao mais baixo um caixote mais alto, ao mediano um caixote baixo e nenhum caixote ao mais alto. Agora, todos conseguem ver o jogo da mesma forma. Cada um recebeu o suporte necessário para ter a mesma oportunidade.

A igualdade foca em tratar todos da mesma forma, ignorando as diferenças de ponto de partida, e essa é a principal diferença para a equidade, que foca em garantir que todos tenham o mesmo resultado potencial, ajustando o suporte conforme a necessidade. 

O objetivo final de ambas é a justiça, mas a equidade é a ferramenta que nos permite alcançar a verdadeira igualdade de oportunidades.

Por que a equidade importa: impactos no ambiente corporativo

Promover a equidade no mercado de trabalho não é apenas uma questão de responsabilidade social corporativa; é uma estratégia inteligente com impactos diretos nos resultados do negócio.

Empresas que adotam políticas de equidade criam um ambiente onde todos os colaboradores se sentem valorizados e seguros para contribuir com seu potencial máximo. Isso leva a um aumento do engajamento, da produtividade e da retenção de talentos

Times diversos e inclusivos são comprovadamente mais inovadores, criativos e eficazes na resolução de problemas complexos, pois reúnem diferentes perspectivas e experiências de vida.

Do ponto de vista econômico, a equidade salarial e a representatividade em cargos de liderança fortalecem a marca empregadora, atraindo os melhores profissionais do mercado. Além disso, uma empresa que reflete a diversidade de seus clientes consegue compreendê-los melhor, desenvolvendo produtos e serviços mais assertivos e ampliando seu alcance de mercado.

Exemplos práticos de equidade no ambiente corporativo

A equidade se manifesta nas empresas em ações concretas que vão além do discurso. Alguns exemplos são:

  • Processos seletivos: neste caso, é possível implementar currículos cegos (sem informações como nome, idade ou gênero) para reduzir vieses inconscientes ou criar programas de estágio e trainee exclusivos para grupos sub-representados.
  • Equidade salarial: aqui, uma prática recomendável é garantir uma boa gestão de cargos e salários realizando auditorias periódicas para identificar e corrigir disparidades de remuneração entre homens e mulheres, ou entre pessoas de diferentes raças que exercem a mesma função.
  • Desenvolvimento e promoção: criar programas de mentoria e patrocínio para acelerar a carreira de mulheres, pessoas negras, LGBTQIAP+ e pessoas com deficiência, preparando-as para assumir posições de liderança também é uma forma de promover equidade no trabalho.
  • Flexibilidade: além disso, oferecer horários de trabalho flexíveis, auxílio-creche ou licenças parentais estendidas para apoiar funcionários com diferentes responsabilidades familiares.
  • Acessibilidade: e, por último, um ponto important também é garantir que os espaços físicos e as ferramentas digitais sejam acessíveis para pessoas com deficiência.

Como promover a equidade no ambiente corporativo

Implementar uma cultura de equidade exige um plano de ação estruturado e contínuo. Não se trata de uma iniciativa isolada, mas de uma jornada de transformação cultural. Confira alguns passos fundamentais:

1) Mapear desigualdades internas

O primeiro passo é entender a realidade da sua empresa.

Realize um censo demográfico interno para saber quem são seus colaboradores. Analise dados de contratação, promoção, remuneração e desligamento, cruzando informações como gênero, raça, orientação sexual e deficiência. Pesquisas de clima organizacional anônimas também são valiosas para medir a percepção de inclusão e identificar barreiras.

2) Implementar políticas afirmativas

Com base no diagnóstico, crie políticas de equidade claras e intencionais.

Isso pode incluir metas de contratação para aumentar a representatividade de grupos minorizados em todos os níveis hierárquicos, especialmente na liderança. Revise a política de benefícios para garantir que ela atenda às necessidades de diferentes perfis de funcionários.

3) Garantir acessibilidade

A acessibilidade é um pilar da equidade.

Isso significa garantir que os prédios tenham rampas e banheiros adaptados, mas também que os sistemas, sites e comunicações internas sejam acessíveis para todos, incluindo pessoas com deficiência visual ou auditiva, através de recursos como leitores de tela e intérpretes de Libras.

4) Treinar lideranças e equipes

A mudança cultural começa de cima para baixo (Tone at the Top).

É fundamental treinar gestores e líderes sobre temas como vieses inconscientes, liderança inclusiva e como criar um ambiente psicologicamente seguro. Estenda esses treinamentos a todas as equipes para que a equidade se torne uma responsabilidade compartilhada.

5) Estabelecer metas e indicadores

O que não é medido não é gerenciado.

Defina metas claras e mensuráveis (KPIs) para suas iniciativas de equidade. Por exemplo: “aumentar em 30% o número de mulheres em cargos de gerência em dois anos” ou “zerar a diferença salarial de gênero na mesma função até o final do ano”. Atribua responsáveis e acompanhe o progresso regularmente.

6) Criar canais de escuta e acolhimento

Os colaboradores precisam de espaços seguros para dar feedback, tirar dúvidas e denunciar casos de discriminação no trabalho e garantir o cumprimento de políticas internas

Crie canais como uma ouvidoria interna, comitês de diversidade ou um sistema de denúncias anônimas. O mais importante é garantir que cada relato seja investigado e tratado com seriedade e sem retaliação.

7) Celebre datas e ações de forma genuína

Use a comunicação interna para dar visibilidade às ações e aos progressos. 

Em vez de apenas postar sobre datas comemorativas, mostre o que a empresa está fazendo na prática. Compartilhe histórias reais de colaboradores, celebre os resultados alcançados e seja transparente sobre os desafios que ainda existem. A autenticidade gera confiança e engajamento.

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Equidade aplicada a políticas internas e tomada de decisão

Para que a equidade seja efetiva, ela não pode ser apenas um projeto do RH. Ela precisa ser integrada à governança corporativa e à estratégia central do negócio. Isso significa que a lente da equidade deve ser aplicada em todas as políticas internas e processos de tomada de decisão.

Um bom programa de compliance também pode auxiliar na sua gestão de equidade, pois ele irá determinar todas as regras que devem ser respeitadas dentro da organização. Os procedimentos e protocolos estabelecidos no compliance devem ser cumpridos obrigatoriamente. Incluindo a equidade nesse cenário, você tem o combo completo.

Além disso, outra dica: ao revisar o código de conduta, a política de promoções ou até mesmo o planejamento de um novo produto, pergunte-se: “Esta decisão beneficia a todos igualmente? Existem grupos que podem ser impactados negativamente? Como podemos ajustar para garantir um resultado mais justo?”.

Quando a equidade se torna parte do DNA da cultura organizacional, ela deixa de ser um esforço e passa a ser a forma como a empresa opera. O resultado é um negócio mais resiliente, inovador e humano, preparado para prosperar em um futuro que exige, acima de tudo, justiça e respeito às diferenças.

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