No processo de reestruturação e de gestão de equipes, as empresas podem implementar uma estratégia fundamental para se manter competitiva no mercado. A realocação de funcionários, por exemplo, é uma forma de aproveitar os talentos internos para atender a uma demanda da organização.
Entretanto, a movimentação de talentos vai muito além do deslocamento físico e envolve questões como custos, tarefas e responsabilidades. O que exige atenção aos detalhes por parte dos gestores.
Nesse artigo, explicamos como funciona a realocação de funcionários, os motivos que as empresas têm para realizar esse processo e como planejá-lo de forma eficiente.
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O que é realocação de funcionários?
A realocação de funcionários é um processo realizado pelos gestores de empresas que desejam movimentar pessoal interno. Com isso, a empresa redistribui o profissional do projeto, cargo, setor ou filial atual para outro.
A organização pode implementar essa medida de forma temporária ou definitiva, conforme a necessidade. Além disso, também pode envolver funcionários novos, atuais e temporários.
Existem alguns motivos para a empresa realizar a realocação de funcionários que vão desde a implantação de um novo projeto e até a abertura de uma unidade. Nesse caso, o colaborador pode precisar mudar de localização geográfica para uma nova cidade ou ser realocado em outro país. Chamamos de expatriação o último caso, que se refere a uma transferência internacional.
Vale ressaltar que, mesmo sendo deslocado de função ou localidade, o funcionário seguirá vinculado à empresa. O departamento de recursos humanos geralmente gerencia o processo de mobilidade corporativa e assume a responsabilidade por todos os detalhes.
Portanto, ao fazer a movimentação dos próprios funcionários, a empresa deve considerar inúmeros fatores. A seguir, vamos explorar melhor quais são as principais situações:
Quando a empresa deve considerar a realocação de funcionários?
A empresa deve considerar fazer a realocação de um funcionário quando houver alguma necessidade comercial para atender a uma demanda específica. A empresa pode solicitar essa movimentação por inúmeros motivos, como veremos a seguir:
- Vaga estratégica: uma das razões envolve o preenchimento de uma vaga de confiança, por exemplo. Como o funcionário é interno, a movimentação é mais fácil e ele pode ser reaproveitado para esta nova posição, sem precisar realizar um novo processo seletivo;
- Falta de profissional qualificado: outra situação que leva a empresa a considerar a transferência do funcionário acontece quando não encontra no mercado um profissional que vá atender às necessidades da organização em funções-chave. Com isso, ela tem certeza de que o colaborador experiente conhece a cultura da empresa, está alinhado aos valores e missão e poderá realizar perfeitamente o trabalho que está sendo proposto. A vantagem dessa flexibilidade é que ele estará adaptado de maneira rápida;
- Reestruturação: é válido pensar na realocação também quando um escritório da empresa tem funcionários a mais, enquanto, em outro, há falta, quando uma filial é fechada, há a necessidade de expansão ou até mesmo melhoria na performance. Essa movimentação estratégica vai ajudar a resolver um problema de pessoal e contribuir para o crescimento da empresa;
- Questões operacionais: a realocação gera economia de custos de realocação e otimização de tempo que serão necessários para a contratação de novos funcionários;
- Conflito interno: o deslocamento de colaboradores pode ser necessário ainda em casos em que há conflitos entre funcionários no ambiente de trabalho. Caso a organização não tenha a intenção de dispensar nenhum dos dois, esta é uma opção;
- Terceirização não é uma boa alternativa: algumas funções mais estratégicas para empresas não podem ser terceirizadas. Uma opção é considerar verificar internamente a movimentação de algum colaborador que possa exercer a demanda.
Do ponto de vista do funcionário:
Do lado do funcionário, também existem algumas situações em que a empresa pode considerar realizar a realocação de pessoal:
- Objetivo de carreira: uma delas é quando o desejo de realocação parte do próprio funcionário com a finalidade de desenvolvimento de carreira e atingir uma posição superior. Nesse caso, é uma oportunidade de a empresa valorizar o colaborador e desenvolver novos talentos, aumentando assim a satisfação no trabalho, logo, a produtividade também;
- Motivo pessoal: o funcionário pode pedir a movimentação por uma questão pessoal como, por exemplo, para ficar perto de familiares e para estudos.
Principais desafios de realocar colaboradores
Apesar de ser uma boa estratégia, a realocação apresenta inúmeros desafios para a empresa. Ao propor a realocação de funcionário, a organização deve considerar, principalmente, os custos que essa movimentação deve gerar.
- Custo: realocar um colaborador para outra cidade ou país pode ser caro. Por isso, a empresa avalia que a movimentação de um profissional qualificado e confiável é um investimento e proporcionará retorno ao longo prazo;
- Salário e benefícios: a organização pode oferecer um pacote de benefício que seja atrativo, o que, possivelmente, será maior que os atuais. As variáveis desse pacote, que devem estar previamente definidas, podem levar em conta a posição do funcionário e tipo de realocação;
- Família dos funcionários: no caso em que o colaborador tem família como cônjuge e filhos, a demanda de benefícios dele será maior e a empresa pode se atentar a isso na hora de fazer o orçamento;
- Pacote atrativo: quando o profissional é disputado, é válido oferecer concessões atrativas como bônus de realocação, apoio para realocação do cônjuge e até apoio emocional;
- Custos extras: podem surgir de última hora despesas como embalagem e frete durante a mudança, concessão de documentos, como vistos e autorizações de residência;
- Decisão estratégica: colocar no papel os prós e contras de realizar a realocação do próprio funcionário e contratar um novo. Essa movimentação pode garantir que a organização mantenha os funcionários talentosos e garanta que um profissional dedicado seja contemplado com uma promoção merecida;
- Valor justo: a remuneração oferecida para uma realocação requer um estudo para que a empresa chegue a um valor razoável para uma compensação adequada, incluindo variáveis como posição, local de destino, entre outras, ao invés de estipular um valor único para todos os casos;
Como planejar uma realocação de forma eficiente?
A realocação de funcionários de uma empresa requer várias etapas que precisam se adequar ao tipo de movimentação que está sendo feita. Para garantir transparência nesse processo, a organização deve adotar uma política de realocação, ajustada ao tipo de empresa e ao setor em que atua.
Esse guia deve trazer todas as informações de forma detalhada referentes a esse tipo de movimentação, não só sobre benefícios, mas também normas.
- Planejamento: essa etapa requer analisar todas as questões inerentes a esse processo como a necessidade de realocação, nível de posição do funcionário, custos, etc. Estabeleça um fluxo com definição de tarefas e cronograma para realização da atividade, envolvendo outras áreas, como operações e administrativo.
- Definição dos critérios de elegibilidade: identifique alguns colaboradores que possam se encaixar no perfil para realocação, levando em conta não só a performance profissional, mas tempo de serviço e outras implicações envolvidas.
- Descrição do pacote de realocação: após a definição da melhor opção, estabeleça os benefícios que serão oferecidos considerando a realidade e as necessidades do funcionário.
- Processo de transição: trata-se do momento efetivo da movimentação do funcionário pela empresa, seja ela, apenas de cargo ou função, seja de localização geográfica. A primeira opção vai requerer integração e treinamento, se necessários, e a segunda envolve diversas etapas como transporte, moradia etc.
- Ajuda de terceiros: o departamento de RH pode precisar pedir o apoio de empresas terceirizadas para questões operacionais como documentação, aluguel de imóveis, mudança etc., para dedicar-se ao processo de adaptação do funcionário realocado.
- Acompanhamento: para saber se a realocação foi feita de forma eficaz, é fundamental que a empresa monitore periodicamente a performance do funcionário na nova posição e a integração à equipe para saber se os objetivos do processo foram alcançados e se ajustes são necessários.
Como a Paytrack apoia o controle financeiro e a experiência do colaborador durante a realocação?
A realocação de um funcionário é parte estratégica da reestruturação de uma empresa e não é um processo simples. Realizar a movimentação de um funcionário de cargo, filial e até de país envolve planejamento financeiro, adaptação do colaborador ao novo local e processos que precisam ser documentados e auditados.
Dependendo da política de realocação estipulada pela empresa para reembolso, o funcionário terá que apresentar uma série de documentos que comprovem as despesas. Caso a empresa não organize esse processo, ela poderá comprometer o orçamento reservado para a atividade.
Por isso, um processo transparente de controle de despesa nessa etapa é fundamental para estar em conformidade com as regras da empresa.
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