O QBR (Quarterly Business Review) deixou de ser apenas uma reunião trimestral para alinhar ações e passou a ocupar um papel crítico na governança de viagens corporativas.
Em empresas que tratam o programa de viagens como um processo estratégico, integrado a finanças, compras, compliance e experiência do viajante, o QBR funciona como um mecanismo de diagnóstico, controle e decisão orientada por dados.
Quando bem conduzido, o QBR consolida informações, evidencia riscos, mensura eficiência, revela oportunidades de economia e melhora a previsibilidade do relacionamento com fornecedores.
Neste artigo, você entenderá como aplicar o QBR de maneira prática, estruturada e alinhada às necessidades de travel managers, CFOs, controllers e profissionais de procurement.
Mas, antes, que tal reduzir custos e ganhar eficiência no controle financeiro da sua empresa? Converse com a Paytrack e veja como fazer isso da forma correta:
O que é QBR e por que ele é essencial nas viagens corporativas
O QBR é uma revisão trimestral orientada a dados, realizada entre empresa e seus fornecedores-chave: agências de viagens, OBTs, companhias aéreas, redes hoteleiras e plataformas de gestão.
Sua finalidade é avaliar desempenho, SLAs, KPIs, compliance, incidentes operacionais e contribuições para os objetivos corporativos.
Nas organizações mais maduras, o QBR se torna parte natural da gestão de viagens corporativas, garantindo clareza, previsibilidade e governança. Ele oferece, por exemplo:
- Primeiro, visão consolidada de gastos e comportamento dos viajantes;
- Em seguida, medição objetiva da performance de cada fornecedor;
- Além disso, acompanhamento contínuo de desvio de custo, SLA e compliance;
- Consequentemente, suporte à renegociação e refinamento de contratos;
- Ao mesmo tempo, redução de riscos operacionais e financeiros;
- Por fim, base para melhoria contínua do programa de viagens.
Sem QBR, a empresa opera às cegas, reagindo a problemas em vez de antecipá-los.
Quando realizar um QBR: periodicidade e momentos estratégicos
Embora o modelo mais comum seja trimestral, a periodicidade deve refletir a maturidade e o volume do programa de viagens.
QBR trimestral (o padrão recomendado)
É o formato ideal para empresas com:
- alto volume de viagens;
- múltiplos fornecedores;
- contratos estratégicos;
- metas de redução de custos;
- forte pressão por compliance.
A revisão trimestral, certamente, permite confirmar tendências, corrigir desvios rapidamente e evitar acúmulo de problemas antes das renegociações.
QBR semestral
Adequado para organizações com volume menor ou em fase inicial de governança.
QBR extraordinário
Indicado, por exemplo, quando surge:
- aumento ou queda brusca no volume de viagens;
- problemas recorrentes de qualidade;
- baixo nível de aderência à política;
- necessidade de renegociação emergencial;
- alteração estratégica interna.
- Fusões entre empresas
Independentemente da periodicidade, logo, o QBR deve ser planejado com antecedência, com agendas claras e dados previamente enviados para análise interna.
Quais dados e KPIs não podem faltar no QBR
Sem métricas, a reunião se torna subjetiva. O QBR precisa de indicadores consistentes e comparáveis, alinhados ao plano financeiro e às metas corporativas.
Desta forma, os KPIs críticos se organizam em quatro pilares:
1. KPIs financeiros
- Para começar, custo médio por viagem e por centro de custo;
- Depois, tarifa aérea média por trecho;
- Na sequência, comparação entre tarifas negociadas vs. pagas;
- Além disso, economia trimestral consolidada;
- Outro ponto crítico, impacto da antecedência de compra;
- E, finalmente, gastos por categoria (aéreo, hotel, locação, taxas).
Esses dados devem dialogar com análises de custos com viagens corporativas, permitindo mapear tendências e oportunidades de otimização.
2. KPIs de compliance e governança
- Entre os pontos que devem ser monitorados com rigor, a aderência à política de viagens corporativas
- Da mesma forma, exceções justificadas vs. não justificadas;
- Além disso, erros de emissão;
- Outro aspecto que costuma gerar impacto direto nos resultados, reservas fora dos canais oficiais;
- No âmbito do controle financeiro, auditoria de reembolsos;
- E, por consequência, o percentual de desvios reincidentes.
A consistência desse bloco revela o nível de maturidade interna e a eficácia dos processos de aprovação e controle.
3. KPIs operacionais e de SLA
- O prazo de emissão da agência, por exemplo, que influencia diretamente a eficiência do processo de compra, deve ser acompanhado de perto;
- O tempo médio de atendimento, porque afeta a experiência do viajante e a agilidade das operações e, por consequência, precisa ser monitorado regularmente;
- Além disso, a taxa de resolução no primeiro contato, já que reflete a capacidade do fornecedor de solucionar demandas sem retrabalho, é outro indicador essencial;
- A disponibilidade de tarifas acordadas, uma vez que impacta o nível real de economia entregue no trimestre, também merece análise constante;
- E, por fim, as ocorrências críticas, como cancelamentos, overbooking e problemas de fatura, já que que revelam fragilidades operacionais relevantes.
Esses dados, em resumo, evidenciam o desempenho real dos fornecedores e sustentam decisões contratuais.
4. Comportamento do viajante e experiência
- O NPS do viajante, por exemplo, por refletir diretamente a satisfação geral obtida ao longo da jornada, funciona como ponto de partida para entender a qualidade percebida;
- A avaliação por categoria de serviço, na medida em que permite comparar desempenho entre fornecedores distintos, ajuda, acima de tudo, a localizar os segmentos que mais precisam de intervenção;
- Sem dúvidas, os problemas recorrentes por rota, hotel ou companhia, especialmente quando surgem de forma concentrada em determinados trechos ou parceiros, revelam padrões críticos que exigem ajustes imediatos;
- E, por fim, o perfil de compra (antecedência, horários escolhidos e comportamento de reserva), uma vez que influencia tanto o custo quanto a previsibilidade operacional, serve para orientar recomendações de otimização.
Para aprofundar análises estratégicas, indicadores adicionais podem ser guiados pelo conteúdo sobre indicadores de viagens corporativas.
Como analisar performance de fornecedores e parceiros
O QBR deve evidenciar não apenas o que aconteceu, mas por que aconteceu. A análise de performance exige:
1. Dados limpos, integrados e confiáveis
Dados dispersos em planilhas manuais, por exemplo, dificultam comparações e escondem problemas. Bases integradas permitem identificar padrões e desvios rapidamente.
2. Comparação temporal entre trimestres
É essencial avaliar evolução. Pergunte-se, por exemplo:
- Houve melhora de SLA?
- As tarifas estão convergindo para o negociado?
- O volume impactou os resultados?
- Quais fornecedores caíram de performance?
- Há sazonalidade relevante?
3. Análise crítica do cumprimento contratual
Comparar SLAs contratados vs. entregues evidencia:
- atrasos;
- limitações de capacidade;
- inconsistências de atendimento;
- problemas de disponibilidade.
4. Benchmarking de mercado
O QBR deve incluir, decerto, comparações com:
- tarifas equivalentes na indústria;
- práticas de empresas semelhantes;
- tendências de viagens e despesas corporativas;
- padrões de performance esperados.
Esse benchmarking, sem dúvidas, orienta conversas de renegociação com base realista.
QBR como ferramenta de negociação e melhoria contínua
O QBR oferece evidências objetivas que sustentam decisões financeiras e contratuais. Ele ajuda, acima de tudo, a:
- reforçar SLAs
- revisar níveis de desconto
- corrigir problemas operacionais
- ajustar processos internos
- atualizar a política
- renegociar tarifas aéreas, hospedagem e taxas de serviço
- reavaliar fornecedores estratégicos
Com dados estruturados, a empresa sai da posição de vulnerabilidade e assume postura ativa, guiada por métricas.
Conteúdos como melhores práticas em gestão de viagens ajudam a orientar essa visão de evolução contínua.
Checklist: como preparar um QBR eficiente
Um QBR de alto nível deve seguir cinco etapas:
1. Consolidar dados com antecedência
Envie aos fornecedores o escopo de dados exigidos para o período. Peça:
- KPIs financeiros completos
- Registros de SLA
- Indicadores de atendimento
- Ocorrências críticas
- Propostas de melhoria
- Projeções de volume
2. Alinhar objetivos do encontro
O QBR não é um balanço genérico. Ele deve responder:
- Quais questões precisam ser resolvidas?
- O que precisa melhorar imediatamente?
- Que processos serão revisados?
- Quais metas valem para o próximo trimestre?
3. Revisar compliance e aderência à política
A análise deve cruzar resultados com as diretrizes da política de viagens corporativas, identificando exceções recorrentes e suas causas.
4. Estruturar recomendações práticas
O QBR deve terminar com:
- plano de ação validado por ambas as partes;
- ajustes de SLA e métricas;
- oportunidades de economia;
- revisões internas de processo;
- metas trimestrais documentadas.
5. Documentar e acompanhar
Sendo assim, registre tudo: decisões, métricas, alterações, riscos e responsáveis. Esse histórico é essencial para auditorias, renegociações e evolução do programa.
Como a Paytrack pode fortalecer o QBR em viagens corporativas
Para que o QBR gere decisões consistentes, a qualidade dos dados é tão importante quanto o processo de análise. É aqui que soluções de gestão de viagens e despesas se tornam aliadas fundamentais.
Plataformas como a Paytrack centralizam reservas, despesas, reembolsos, políticas e ocorrências em um único ambiente, eliminando retrabalhos, divergências de informação e dependência de múltiplas planilhas.
Além disso, um QBR robusto depende de indicadores confiáveis (financeiros, operacionais e de compliance). Com dados estruturados em tempo real, a empresa consegue comparar trimestres, identificar desvios com precisão e entender a performance de cada fornecedor.
Isso permite que travel managers e áreas de finanças conduzam revisões mais técnicas, com recomendações claras e foco em melhoria contínua.
Outro ponto de apoio é a governança. Ao automatizar fluxos de aprovação, registrar exceções e consolidar SLAs, soluções como a Paytrack ajudam a manter o programa de viagens sob controle e fornecem evidências para ajustes no trimestre seguinte.
Assim, o QBR deixa de ser apenas uma reunião de revisão e passa a ser um instrumento sólido de gestão, sustentado por dados confiáveis e processos padronizados.
O QBR, portanto, é um dos pilares mais importantes da governança em viagens corporativas. Quando bem executado, ele alinha expectativas, fortalece a relação com fornecedores, reduz custos, melhora compliance e amplia a previsibilidade operacional.

