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Ponto de equilíbrio: como calular e impulsionar seu negócio?

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Homem analisando gráficos em um painel, a fim de encontrar o ponto de equilíbrio da empresa

O ponto de equilíbrio é o momento exato em que sua empresa não tem lucro nem prejuízo. Ou seja, quando a receita total cobre todos os custos e despesas. 

Dominar esse conceito permite que a gestão tome decisões mais assertivas, planeje crescimento sustentável e evite surpresas financeiras desagradáveis.

Afinal de contas, conhecer o break-even point da empresa significa ter uma bússola que orienta desde o preço dos produtos até as metas de vendas.

Assim, empresas que calculam o seu ponto de equilíbrio de forma correta conseguem estabelecer estratégias mais realistas e identificar rapidamente quando algo está fora dos trilhos. 

Pensando nisso, o objetivo desse artigo é explorar o que é e quais os tipos de ponto de equilíbrio, por que ele é importante e, principalmente, explicar como calculá-lo de forma correta.

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O que é ponto de equilíbrio e por que ele importa?

O ponto de equilíbrio é o volume de vendas necessário para que uma empresa cubra todos os seus custos e despesas, sem gerar lucro ou prejuízo. 

Ou seja, neste ponto, a receita total se iguala aos custos e despesas totais da operação.

O ponto de equilíbrio é um indicador financeiro que funciona como um termômetro da saúde financeira do negócio. 

Afinal de contas, ele revela o mínimo que sua empresa precisa vender para não operar no vermelho e serve como base para estabelecer metas de crescimento realistas.

Por que o ponto de equilíbrio é importante?

O ponto de equilíbrio é uma régua financeira que indica o mínimo necessário para não ter prejuízo e a partir de onde a empresa começa a ter lucro.

Então, a análise de custos e de receitas através do break-even point é importante porque oferece insights valiosos sobre a viabilidade do negócio. 

A partir de então, é possível identificar se os preços são adequados, se os custos estão sob controle e qual margem de segurança existe na operação.

Por isso, não é raro que empresas que ignoram esse cálculo se deparem com situações de muitas vendas, mas ainda assim têm prejuízo. 

O cálculo do ponto de equilíbrio, por outro lado, evita essa armadilha ao mostrar claramente quando a operação se torna, de fato, rentável.

Tipos de ponto de equilíbrio: contábil, financeiro e econômico

Existem três tipos principais de ponto de equilíbrio, cada um com propósitos específicos no planejamento estratégico da empresa: contábil, financeiro e econômico.

Ponto de equilíbrio contábil

O ponto de equilíbrio contábil é o mais básico e considera apenas os custos e despesas que a contabilidade registra. 

Ele indica quando a receita cobre os custos fixos, os custos variáveis e as despesas operacionais, mas não considera investimentos em ativos fixos ou depreciação.

A fórmula do ponto de equilíbrio contábil é: Custos fixos ÷ (Preço de venda unitário – Custo variável unitário)

Ponto de equilíbrio financeiro

O ponto de equilíbrio financeiro é mais rigoroso que o contábil. Ele considera o fluxo de caixa real da empresa, incluindo pagamentos de empréstimos, investimentos em capital de giro e outras saídas de caixa que não aparecem diretamente no resultado contábil.

Este tipo de ponto equilíbrio é importante para empresas que precisam honrar financiamentos ou que fazem investimentos constantes em equipamentos e tecnologia.

Ponto de equilíbrio econômico

O ponto de equilíbrio econômico vai além dos custos explícitos e inclui o custo de oportunidade do capital investido. 

Quer dizer, ele também considera o retorno mínimo que os sócios esperam obter com o negócio.

Em resumo, enquanto o ponto de equilíbrio contábil mostra quando não há prejuízo, o financeiro revela quando o caixa está equilibrado e o econômico indica quando o negócio gera o retorno esperado pelos investidores.

Como calcular o ponto de equilíbrio da sua empresa?

O cálculo ponto de equilíbrio tem uma metodologia clara, a partir dos seguintes passos: 

Passo 1: Identifique os custos fixos

Custos fixos são aqueles que permanecem constantes independentemente do volume de vendas. 

Isso inclui, por exemplo, aluguel, salários administrativos, seguros, telefone fixo e outros gastos recorrentes.

Passo 2: Calcule os custos variáveis unitários

Como o próprio nome sugere, os custos variáveis mudam conforme o volume de produção ou vendas. Isso inclui matéria-prima, comissões de vendas, impostos sobre vendas e frete. 

Para calcular os custos variáveis unitários, você deve dividir o total desses custos pelo número de unidades de produto ou serviço para obter o custo variável unitário.

Passo 3: Defina o preço de venda

Use o preço líquido de venda, ou seja, descontando impostos e descontos comerciais do preço final ao consumidor.

Passo 4: Aplique a fórmula

A fórmula do ponto de equilíbrio é:

Ponto de equilíbrio (em unidades) = Custos fixos ÷ (Preço de venda unitário – Custo variável unitário)

Ponto de equilíbrio (em reais) = Ponto de equilíbrio em unidades × Preço de venda unitário

A diferença entre preço de venda e custo variável unitário é chamada de margem de contribuição unitária. 

Em linhas gerais, ela representa quanto cada unidade vendida contribui para cobrir os custos fixos.

Exemplos práticos de aplicação em diferentes modelos de negócio:

Exemplo 1: Loja de roupas

Uma loja de roupas tem os seguintes dados mensais:

  • Custos fixos: R$ 8.000 (aluguel, salários, luz)
  • Preço médio de venda: R$ 80
  • Custo variável por peça: R$ 35 (produto + impostos)

Cálculo: Margem de contribuição = R$ 80 – R$ 35 = R$ 45 

Ponto de equilíbrio = R$ 8.000 ÷ R$ 45 = 178 peças/mês

Ou seja, a loja precisa vender 178 peças mensais para não ter prejuízo.

Exemplo 2: Restaurante

Um restaurante tem as seguintes informações:

  • Custos fixos mensais: R$ 15.000
  • Ticket médio: R$ 25
  • Custo variável por refeição: R$ 8 (ingredientes + impostos)

Cálculo: Margem de contribuição = R$ 25 – R$ 8 = R$ 17 

Ponto de equilíbrio = R$ 15.000 ÷ R$ 17 = 882 refeições/mês

Exemplo 3: Software como serviço (SaaS)

Uma empresa de software tem:

  • Custos fixos mensais: R$ 50.000
  • Mensalidade média: R$ 200
  • Custo variável por cliente: R$ 20 (suporte + impostos)

Cálculo: Margem de contribuição = R$ 200 – R$ 20 = R$ 180 

Ponto de equilíbrio = R$ 50.000 ÷ R$ 180 = 278 clientes ativos

Exemplo 4: Empresa de consultoria com despesas variáveis

Uma consultoria empresarial tem:

  • Custos fixos mensais: R$ 25.000 (escritório, salários, sistema)
  • Valor médio por projeto: R$ 5.000
  • Custos variáveis por projeto: R$ 1.200 (viagens R$ 800 + reembolsos R$ 400)

Cálculo: Margem de contribuição = R$ 5.000 – R$ 1.200 = R$ 3.800

 Ponto de equilíbrio = R$ 25.000 ÷ R$ 3.800 = 6,6 projetos/mês (ou 7 projetos)

Ou seja: A consultoria precisa fechar 7 projetos mensais para cobrir todos os custos, incluindo as despesas variáveis com viagens e reembolsos dos consultores.

Como reduzir o tempo para atingir o break-even?

Alcançar o ponto de equilíbrio mais rapidamente requer ação em três frentes principais: aumentar a margem de contribuição, reduzir os custos fixos e otimizar a operação.

Estratégias para aumentar a margem de contribuição

Uma forma de aumentar a margem de contribuição é aumentar os preços de forma inteligente, baseando-se no valor percebido pelos clientes. 

Para isso, negocie melhores condições com fornecedores para reduzir custos variáveis. Elimine produtos ou serviços com baixa margem que consomem recursos desproporcionalmente.

Otimização dos custos fixos

Para otimizar os custos fixos, você deve buscar renegociar contratos de aluguel, de seguros e de serviços. Verifique se todos esses custos realmente fazem sentido e se são necessários.

Nesse ponto, não deixe de considerar terceirizar atividades não essenciais para transformar custos fixos em variáveis.

Controle rigoroso de despesas variáveis

Por fim, é importante monitorar despesas em tempo real para identificar qualquer desvio da forma mais rápida possível. 

Estabeleça orçamentos por categoria e os acompanhe de forma sistemática. Quando possível, negocie condições de pagamento que melhoram o fluxo de caixa.

Erros comuns ao calcular

É bastante comum alguns tipos de erros que comprometem a precisão do cálculo de ponto de equilíbrio e, por consequência, levam a decisões equivocadas.

Os erros mais comuns nesse cálculo são:

Classificação incorreta de custos

O erro mais frequente é classificar custos variáveis como fixos ou vice-versa. Custos semi-variáveis, como telefone e energia elétrica, devem ser analisados cuidadosamente para separar a parcela fixa da variável.

Não considerar sazonalidade

Empresas com vendas sazonais não podem usar médias simples. É necessário calcular o ponto de equilíbrio para períodos de alta, baixa e média demanda.

Ignorar impostos e descontos

Usar o preço de tabela em vez do preço líquido distorce completamente o cálculo. Sempre trabalhe com valores líquidos após impostos e descontos comerciais.

Mix de produtos inadequado

Empresas com múltiplos produtos precisam calcular a margem de contribuição ponderada pelo mix de vendas real, não apenas usar médias aritméticas.

Como a Paytrack ajuda no controle de despesas para alcançar o equilíbrio?

A Paytrack atua como aliada estratégica para empresas que querem atingir e manter seu ponto de equilíbrio através do controle rigoroso de despesas.

Afinal de contas, a plataforma permite acompanhar todas as despesas da empresa em tempo real, categorizando automaticamente os gastos variáveis. 

Assim, é possível identificar desvios no orçamento antes que comprometam as metas de break-even point.

Além do mais, com histórico detalhado de gastos, a Paytrack gera projeções que ajudam a prever quando a empresa vai atingir seu ponto de equilíbrio.

Por fim, é possível fazer relatórios detalhados que mostram a evolução dos custos e despesas com viagens corporativas, facilitando identificar oportunidades de otimização. 

Ou seja, a Paytrack transforma o controle de despesas de reativo em proativo, permitindo que empresas ajustem suas rotas financeiras antes de comprometer o equilíbrio.

Se você procura por maior controle e previsibilidade sobre custos, conte com a Paytrack e nosso suporte automatizado e sempre disponível: 24 horas e 7 dias por semana sem custo adicional. 

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